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Corn snake básico

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Corn snake básico

Mensagem por Alucard em Seg Fev 29, 2016 10:44 pm

É originária dos celeiros dos EUA e México, onde caça ratos, não atuando como uma peste, mas sim ajudando os agricultores a controlar as colônias de ratos. A Corn é talvez a mais indicada aos iniciantes, pois ela não fica muito grande, geralmente se alimenta com facilidade, aceita bem o manuseio, e é bem mansa.
  Corn snake são classificados como animais exóticos pelo IBAMA, isto significa que são proibidos sua criação, posse, comercialização e tudo mais referente a esta serpente. Podem viver até 20 anos ou mais. Precisa ser manuseado sempre que possível para crescerem mansos. Um animal simples de criar, que exige pouquíssima manutenção e belos pela variação de padrões de cores e marcações que existem.

1- ESCOLHENDO O ANIMAL



  O que devemos saber é o que se deseja, criar um animal exótico como pet? Qualquer padrão serve? Quer tirar filhotes? Deseja um casal? Quer desenvolver alguma genética? Quer somente passar pela experiência de tirar babys? Tudo isso deve ser pensado antes de adquirir uma Corn Snake.

2- NECESSIDADES

  Feita a escolha, deve-se observar as necessidades primárias como local da criação, caixa ou terrário, alimento, temperatura, segurança, potes, tocas, galhos, forração, saúde e etc… Vamos ver isso item por item.

2.1- CAIXA OU TERRARIO


  Há quem use caixas Sanremo de 28 litros com travas, elas são espaçosas e bem seguras, façam vários furos nas laterais e na tampa para renovação de ar dentro da caixa, tem que use estantes com caixas sem tampas onde as repartições se tornam as tampas. Existe ainda os terrários, são os mais lindos e espaçosos, onde se pode usar uma infinidade de coisas dentro deles para melhorar principalmente a parte de estresse dos bichos, lá eles terão mais espaço para explorar e vários galhos, para escalar e repousar, existem alguns com água corrente, pedras e tudo mais, bem legais.

 
2.2- SEGURANÇA


  Segurança é importante, use caixas com travas devido a este item, corns, kings e milks são campeões em fugas, passam por pequenos espaços, e quando fogem dificilmente são encontradas, já ouvi muitas histórias sobre isso, fugas e sumiços, posso garantir que são imensamente frustrantes, não só pela perda material da compra, como a sentimental pelo apego ao animal, por isso este item é bem  importante, seja em caixas, estantes ou terrários, atentem para isso.

2.3- POTE


  Sempre use um pote maior para que eles fiquem de “molho”, eles gostam, principalmente quando estão próximos a fazer mudas de pele, acredito que a água amoleça-a e facilite a troca. Porém por vezes algumas serpentes defecam dentro deste pote, por isso use um pote menor apenas para beber água fresca, caso aconteça dele sujar a água do pote maior, pode recorrer ao pote menor para matar a sede. Existem vários modelos de potes bem legais, use qualquer pote que satisfaça a necessidade do animal.


2.4- HIGIENE


  Antes de usar qualquer caixa-terrário ou potes de água, nunca deixe de higienizá-los, passe água corrente, esfregue com esponjas virgens e principalmente, use Álcool 70 , é o mais indicado para higienização, tudo que sua serpente for ter contato direto, seja rigoroso com o critério de limpeza, isso evita muitos problemas.

2.5- TOCAS


  Muitos criadores usam tocas para que as serpentes entrem e ali fiquem recolhidas, isso realmente é muito importante para elas, principalmente no quesito estresse, por isso indico sim, uma toca para recolhimento e descanso delas, além de poder ser usadas como decoração tanto em terrários como em caixas, vi algumas bem legais adaptadas de vasos de fibra de coco usadas para plantas.

2.6- FORRAÇÃO


  Existem diversos tipos de forrações também chamados de substrato; jornal, papel toalha, vermiculita (fina ou grossa), casca de pinus, etc. Geralmente usam papel toalha quando os babys estão separados em caixas individuais e quando crescem mais, utilizam a vermiculita (vermiculita é encontrada em casa de plantas) ou casca de pinus por ser mais fácil de fazer a manutenção de limpeza. Fiquem à vontade sobre a escolha que desejarem, eu particularmente gosto bastante de sabugo de milho triturado.

2.7- GALHOS


  Li um texto sobre como utilizar galhos em caixas ou terrários bem interessante, você encontra nas lojas já tratados ou acha um e o trata. Podemos achar um galho, tirar sua casca (caso tenha), lixar o galho, deixar em molho por 7 dias este galho totalmente submerso numa solução de água e sal grosso e após isso deixar secar e por no forno por 15 a 20 minutos à 180 graus.


2.8- TEMPERATURA


Esse talvez seja o tópico mais importante de todos, temperatura é tudo para serpentes, sem elas, simplesmente não vivem, elas necessitam da temperatura entre 26 a 29 graus, sem esta começam a ter diversos tipos de problemas, o principal deles é a regurgitação, que terá uma explicação mais a frente. O que posso indicar são placas de aquecimento, quando as usava preferia usar pelo lado de fora, por baixo da caixa num dos cantos, desta forma a serpente tem opção de escolher em que momento quer aquecimento ou não. Uns utilizam pedras de aquecimentos. Quem utiliza um cômodo destinado a criação, uma boa opção é o aquecedor à óleo (não rouba oxigênio do ar) neste local, desta forma mantem tudo a temperatura que preferir. Mas de forma geral atentem para este item em especial, temperatura é coisa séria. Existem vendedores no Face que fabricam de todo tipo, existem hoje uma infinidade delas, tanto pedras, quanto placas, tocas aquecidas e etc.

2.9- ALIMENTAÇÃO


Procure pessoas que forneçam alimento de boa qualidade, desde neos de 1 dia até camundongos adultos ou mercol (ratos) recém-desmamados ou jovens para suas corns, kings e milks adultas. Manter um biotério particular é complicado, a manutenção é praticamente diária, o cheiro será forte e desagradável se não for desta forma. A ração e suplemento tem que ser específicos, lembre-se que eles serão a base da alimentação de suas serpentes, use ração destinada a roedores, biobase ou labina, são as mais usadas em biotérios de faculdades, pode-se usar também vitaminas na água deles, lembrem que elas fermentam e pode estragar a água de um dia para o outro, por isso a troca tem que ser diária, a quem utilize também ração de cães Premium para bombar o alimento e consequentemente as serpentes, não vou me aprofundar em manutenção e manejo genético de biotérios particulares porque não indico e por ser tratar de um manejo bem complicado, principalmente no que se refere a consanguinidades e consequentemente perda na produção e na saúde de suas matrizes. Muito se pergunta sobre a constância na alimentação, costume dizer aos preocupados que elas ficam até 1 mês sem comer e aos descansados que alimente sempre que elas defecarem. De modo geral alimenta-se uma vez por semana, mas o modelo mais seguro é sempre esperar a Corn defecar e ai se oferece outra alimentação, isso pode ocorrer entre 3 a 7 dias, em média 5 dias, é a maneira mais segura, pois podemos analisar da forma normal de acontecer, alimentação, digestão e excreção, quando o ciclo estiver completo é chegada a hora de uma nova alimentação, embora se possa sempre esperar a cada 7 dias. Esta alimentação pode ser viva ou congelada. Viva é simples apenas ofereça e a serpente virá, dará o bote, constrita e engole fazendo movimentos musculares até levar o alimento ao estômago. Congelado é a mesma coisa, porém o começo será sempre retirar do freezer, pôr dentro da água em temperatura natural e deixar descongelar naturalmente, o que ocorre em muito pouco tempo e ai ofereça. Funciona desde neos de 1 dia até adultos congelados. Procure um fornecedor, conheça seu biotério, se informe com alguém antes de finalizar a compra, lembre-se sempre: Um neo de R$ 2,50 pode matar uma serpente de 4 mil reais. Nunca descongele e volte a congelar, já vi gente perder corns com isso. Fique a vontade de fazer qualquer pergunta a seu fornecedor, a saúde de sua serpente depende destas respostas.

3- REGURGITAÇÃO


  A – Vc alimentou seu bicho e ele regurgitou, no mesmo dia, no outro dia, dois dias depois, não importa! O PROTOCOLO começa exatamente nesta data.
  B – NUNCA ofereça outro alimento a ele, quando regurgita, perde parte das defesas da flora estomacal… se oferecer outro na sequência, é quase certo que o processo se repetirá, ocasionando outra perda grande de defesas, o resultado será a ampliação destas áreas sem flora chegando ao ponto fatal que o animal não conseguirá mais manter o alimento no estômago, o que o levará a morte.
  C – Espere 2 semanas para oferecer um novo alimento, ela não ficará com uma fome fatal como alguns criadores pensam, ele não morrerá disso!!
  D – NUTRIBAC é um grande aliado, não é tão fácil de encontrar, mas é indispensável para todo criador. O certo seria oferecer junto com o alimento, tentei de várias formas, salpicar sobre o alimento, esperar o bote e só depois salpicar … COMIGO, não deu certo em ambos os casos, os meus recusavam quando sentiam um cheiro diferente … mas isso não é um padrão, tantos outros criadores tiveram sucesso onde fracassei… eu diluo em água mineral e injeto com seringa e agulha dentro do alimento e ai ofereço, conforme for fazendo a digestão o produto é liberado gradualmente dentro do estômago do animal. Porém enfrentava um outro problema, nesta temporada sem alimento (10 dias) eles ficavam sem tratamento algum? Isso me incomodava, EU resolvi da seguinte forma, tirava potes grandes de água da caixa e punha apenas um bem pequeno, com pouca água e Nutribac misturado, somente um pouco salpicado, troque diariamente esta mistura … O animal irá beber água com o produto que irá regular sua flora estomacal durante esta fase. Comigo da certo.
  E – Observe a temperatura onde seu animal esta … certifique-se que esteja entre 26 e 29 graus, sendo 27° mais apreciável … Temperaturas baixas provocam regurgitos também.
  F – Alimentos super dimensionados podem provocar um incomodo tão grande ao bicho que ele prefere por para fora a suportá-los, não dê alimentos muito grande.
  G – Não alimente seu animal e depois os junte num coletivo, quando um sobre os outros, o peso pode fazê-los regurgitar, deixe-os num lugar quieto, tranquilo e sozinhos, de preferência só os manipule após 48 horas da oferta de alimento.
  H – IMPORTANTE … nesta primeira alimentação após o regurgito, use um de tamanho pequeno, de preferência com uns 30% do tamanho que usa normalmente, já com a administração do Nutribac, corte a dose diária com a água, use apenas no alimento a partir deste momento … vá aumentando o tamanho da presa ao longo do tempo, sempre gradativamente e na mesma constância que alimentava antes, se era uma vez por semana, continue desta forma …. Use Nutribac nas primeiras 4 a 5 alimentações, depois vá espaçando a administração, 15 em 15 dias …. uma vez por mês …em 2 em 2 meses e por ai vai … sempre observando o comportamento do animal!
  EU procedo desta forma, uso o protocolo sempre que se faz necessário e nunca perdi um dos meus desta forma … logicamente existem problemas crônicos de saúde, que só um bom veterinário pode identificar, por vezes se faz necessário uma vermifugação ou um outro procedimento mais invasivo, mas tudo é uma questão de avaliação no pós protocolo.

4- Saúde


Procure um bom veterinário de exóticos e silvestre em sua cidade, tenha ele em seus contatos. Um dia poderá precisar deles. Serpentes são resistentes, porém podem adoecer, precisar de uma vermifugação ou qualquer outro procedimento que necessitará de um profissional.

5- ALIMENTAÇÃO FORÇADA



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  Depois de tentar de todas as maneiras alimentar sua Corn Snake e ainda não tiver êxito, talvez agora seja a hora de forçar a alimentação. Se você não tem segurança em realizar este procedimento, deixe para quem já está acostumado a fazer uma alimentação forçada, ou leve-a em um veterinário especializado. Caso queira mesmo fazer o procedimento então vai aqui as dicas de como fazer uma alimentação forçada passo a passo. Você irá precisar de alguns instrumentos para isso.
  São eles:1 PINÇA; 1 COPO DE ÀGUA; 1 PALITO DE DENTE; 1 NEONATO
  Existem pinças próprias para a alimentação, porém para quem não é um veterinário, essas pinças podem ser de difícil acesso. Podemos então improvisar uma pinça. Existem pinças de sombrancelhas que podem ser usadas. Utilize das pinças maiores, pois são mais faceis de manejar. Lixe a ponta da pinça com uma lima para ficar arredondada e sem qualquer parte pontiagúda, para que o caso da pinça tem contato com a boca da serpente não feri-la.
  Outra opção é uma pinça de relojueiro, estas são perfeitas. Porém possuem uma ponta bastante fina, sendo necessário lixar com uma lima cerca de 4cm até ela ficar com uma boa espessura.Pegue o menor neonato já abatido que você tiver para não forçar nem vir a ferir a serpente. Aqueça-o a temperatura normal (caso estiver congelado). Alguns criadores gostam de injetar com uma seringa vitamina em camundongos. Não utilize deste meio na alimentação forçada, pois a pressão feita no neonato com a pinça fará com que o furo deixado pela agulha se rompa causando a saída de suas víceras. Além de perder o neonato, o cheiro não é nada agradável.

1º PASSO – Peque a sua Corn Snake e segure sua cabeça entre o polegar e o indicador apoiando sua mandíbola no seu maior dedo (FIGURA 2). Note que se segura na parte lateral da cabeça em cima da mandíbola. Não segure o pescoço, pois é necessário estar livre para a passagem do neonato.

2º PASSO – Pegue o palito de dente e molhe-o na água fazendo com que a madeira amoleça um pouco e deslise melhor com a ajuda da água. Alguns segundos são o suficiente para isto. Com a ponta do palito encoste na parte frontal da boca de sua Corn Snake (abertura pela onde sai a lingua). Gire o palito e empurre levemente para dentro da boca da serpente, até que ela se abra (FIGURA 3). Deixe o palito dentro da boca dela de maneira que as pontas fiquem longe da boca. (FIGURA 4).

3º PASSO – Ainda com o palito na boca de sua serpente, pegue um neonato pequeno, já abatido e descongelado. Segure-o sobre as patas dianteiras deixando as mesmas voltadas para trás. Coloque a cabeça do neonato dentro da boca de sua serpente (FIGURA 5). Retire o palito de dente, e segurando no dorso do neonato, empurre-o para dentro da boca de sua Corn. É normal que ela mova-se nesta hora, principalmente se for a primeira vez que ela sofrer este tipo de procedimento. Outra possível reação é ela tentar parar o procedimento com o rado ou fugindo por meio de contrações. Caso você sinnta que ela está fugindo da posição correta, recomece o procedimento no primeiro passo. Após a retirada do palito de dente e da primeira ação, o neonato deverá estar com a cabeça dentro da boca da Corn (FIGURA 6).

4º PASSO – Deixe o neonato dentro da boca e com a pinça segure-o logo atrás da cabeça pressionando-o sobre as patas dianteiras (FIGURA 7). Empurre o neonato até a garganta tomando o devido cuidado para que a pinça não encoste na boca ou garganta da serpente (FIGURA Cool.

5º PASSO – Agora segure com a pinça o neonato pelas laterais na altura da barriga e empurre com cuidado. Nesta fase do procedimento não terá mais dificuldades para empurrar o neonato. Empurre-o até que fique para fora apenas as patas traseiras e o rabo (FIGURA 9). Com a pinça fechada pressione sobre o rabo do neonato ou segure na base do rabo e empurre o neonato até o inicio da garganta (FIGURA 10 e 11).

6º PASSO – Com o polegar e o indicador feche a boca de sua Corn. Uma vez que a boca estiver fechada e o neonato no inicio da garganta ela o engolirá. Caso o neonato não esteja no início da garganta ela irá abrir a boca e regurgita-lo. Neste caso pegue rapidamente a pinça e repita o passo 5º para evitar refazer todo o processo. Aqui finalizamos o procedimento deixando-a em seu terrário habitual com o devido aquecimento, água limpa disponível e um esconderijo. Vigie se ela não regurgitou dentro de algumas horas.

6- REPRODUÇÃO


  A reprodução no Brasil sempre a partir de Setembro indo até Dezembro. Sendo bem alimentados desde o início da vida, estarão prontos pra reproduzir em 24 meses (Recomendo de 24 a 36 meses). Machos estarão prontos a partir de 85 cm, já as fêmeas será melhor estar com no mínimo 110 cm, visto que quando reproduzem seu crescimento sofre uma forte desaceleração. Junte o casal, espere cruzarem e os separe por 2 dias e torne a juntá-los, repita este processo 2 ou 3 vezes. A fêmea fará a postura dentro de uns 30 dias em média de uns 15 a 22 ovos, inclusive podendo fazer uma segunda postura tempos depois.
  O casal cruzou, 30 dias depois a fêmea pôs os ovos, espere até que ela termine de por todos eles, observe na área da cloaca se ainda há algum volume. Tire-a lentamente para que ela não esmague os ovos tentando protegê-los!
  Caso você faça o procedimento acima logo após a postura, deve ser fácil separar os ovos, sem gira-los ou trocar eles de posição.

7- INCUBAÇÃO


Observe atentamente a posição que os ovos estão, pois eles terão que ser postos no local da incubação na mesma posição, isso é importante. Prepare a caixa onde os ovos serão depositados, use como substrato vermiculita grossa (nunca fina) ou perlita. Umedeça com água filtrada e fervida, já ouvi falar que alguns usam anti-fungicidas de aquário nesta água para diminuir as chances de formação de fungos nos ovos, confesso que nuca usei. Apenas umedeça o substrato, não encharque, e enterre os ovos até quase a metade, faça poucos furos na tampa da caixa, uma meia dúzia somente e use um esparadrapo poroso que vende em farmácias para tampar estes furos, com isso evitará a entrada de insetos, mas manterá a entrada de ar … observe pelo menos uma vez por semana, abra a caixa por pouco tempo, renove o ar, verifique a umidade do substrato, se necessário umedeça mais um pouco, nunca molhe os ovos … Mantenha-os a 27, 5 º em média, use incubadoras, existem variados modelos caseiros e comerciais. Dentro de uns 60 a 75 dias os ovos eclodirão, uns menos outros mais tempo que isso, mas pela minha experiência esta é a média. Esperem seus babys saírem dos ovos sozinhos, caso aconteça um atraso muito grande em relação as que já nasceram, digo mas de 48 horas depois, abra cuidadosamente o ovo com uma pequena tesoura, caso o baby esteja vivo lá dentro, ponha na mesma posição e espere ele sair por si só.

8- BABYS E CANIBALISMO


  Só alimente seus babys após fazerem a primeira muda, nunca antes, tem gente que faz e dá certo, outros fazem e da problema, melhor forma é esperar, geralmente a fazem em uns 7 dias. Sempre tenha caixas individuais para os babys que nascem, isso facilita o acompanhamento, mudas, crescimento, regurgitos e tudo mais, mas o principal motivo é o canibalismo. Oferecer alimentos para todos juntos é confusão na certa, 2 ou 3 serpentes querendo dividir o mesmo neo e coisas do tipo. Mas se for impossível a divisão dos babys indico que façam o seguinte, os alimente em locais diferentes e antes de voltar a juntá-los lave seus focinhos com água corrente, isso tira o cheiro da presa e evita de algum baby esfomeado dar o bote na cabeça de um irmão e o engula totalmente.

9- CADASTROS


  Mantenha sempre um cadastro de suas serpentes, pais, avós, irmãos, isso sempre é importante, até mesmo para quem você vendeu, pois amanhã você poderá precisar daquela genética. Juntando as informações um dia poderemos montar um pedigree, poderemos chegar a novos padrões com base nestes cadastros. Coisa simples, tipo: data de nascimento, padrão, um código (nome), pais, avós, os padrões que nasceram nos irmãos, só isso já basta e saber para onde os vendidos foram e também saber de onde os seus vieram, pode precisar recorrer ao criador que lhe vendeu. Coisas simples que podem te ajudar no futuro.
 Oferecemos o serviço gratuito para cadastrados aqui no site, isso possibilita um melhor controle dos animais aqui no Brasil, evitando consanguinidade e outros problemas. Não pedimos endereço, apenas informações sobre os animais.

10- MUDAS DE PELE

Num determinado momento sua serpente perderá aquelas cores brilhantes de antes, escamas e olhos ficarão opacos, em alguns casos perderá a vontade de comer, ficará de molho no pote de água… Existem duas realidades a seguir, elas vão direto desse processo para a muda de pele ou voltam a ficar brilhantes e em seguida fazem a muda. De qualquer forma, um dia vc chegará na caixa ou terrário e lá estará uma pela jogada dentro. Isso quer dizer que ele esfregou a ponta do focinho em alguma coisa, abrir a pele e por ali saiu se esfregando pelo chão.

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